MÚSICO PALMITALENSE TEM ARTE RECONHECIDA NO EXTERIOR

Com 10 anos de trabalho e estudos na Inglaterra, Luís Fernando Garcia é um dos principais pianistas brasileiros de sua geração.

A música é a vida de Luis Fernando Garcia. Ele faz da arte a sua profissão, seu hobbie e seu cotidiano. Aos 43 anos, é um dos principais pianistas de sua geração, com trabalhos re­conhecidos no Brasil e no exterior. Iniciou-se na música ainda criança, viveu por 10 anos na Inglaterra onde aprendeu e ensinou, estudou no Instituto Musical de São Paulo, é Mestre em Piano Clássico pela Unesp de São Paulo e prepara sua tese de doutorado que será apresentada ao Instituto de Artes da Unicamp - Universidade Esta­dual-, de Campinas. Continua estudando, participa de concertos, recitais e concursos em todo o PaÍs; leciona piano para pro­fissionais do Brasil e do exterior e ainda ensina crianças por puro prazer; com aulas regulares a sobrinha Nadia, de 11 anos, e a filha de seu caseiro, a menina Maiara, de apenas nove anos. "A música faz a criança lidar melhor com suas emoções e ajuda a diminuir a timidez", conceitua.  

Na ampla sala da casa de Luis Fernando, na fazenda da família no município de Palmital, dividindo espaço com a de­coração que inclui gravuras de pintores famosos e móveis do inicio do século, dois pianos ocupam lugar de destaque.  O principal, um Steinway, importado da Ale­manha e trazido de navio, é o mesmo em que o músico dá aulas para profissionais de várias partes do país e também do exterior. Um outro, um Essenfelder de fabricação nacional, é usado para iniciação de alunos.  

Luis Fernando vive da música e para a música. Só deixa seu refúgio cercado por jardins japoneses, bosques, pomares e um grande lago contornado pela mata reflorestada, para participar de concertos, concursos e recitais, tanto no Brasil como no exterior. Atualmente seu trabalho se concentra em São Paulo, Curitiba e cidades do interior de São Paulo e Paraná. Recentemente abriu mão da carreira de professor concursado com nota máxima, na Universidade Estadual de Londrina (UEL), para exercer sua liberdade profissional e de criação. “Prefiro administrar o tempo e o trabalho à minha maneira, e assim alcançar maior satisfação pessoal e melhor remuneração”, explica.

(Texto de Cláudio B. Pissolito, extraído do Jornal da Comarca, 23/12/2000)